MÚSICA DE CÂMARA


Chamamos “Música de Câmara” a qualquer formação instrumental que se limite a poucos executantes. O termo vem da acepção da palavra ‘Câmara’ ou ‘Câmera’ (da mesma origem que ‘Câmera fotográfica’) como sinônimo de ‘sala’, ‘quarto’, genericamente ‘compartimento ou aposento de uma casa’. É, portanto, literalmente a música destinada a pequenos espaços, e por isso, a música escrita para pequenas formações.

Sua história remonta a períodos imemoriais, já que era um tipo de música feito normalmente em casa, que por sua vez deram origem aos sarais, os madrigais e até as serenatas, que no Brasil vieram a constituir uma forma específica através do Choro.

A história da música registra principalmente a música executada nos palácios e residências nobres, mas que seguramente era praticada em ambiente caseiro desde há muito tempo, talvez até mesmo na antiguidade clássica.
Diversas formações caseiras ficaram famosas, principalmente no final do período barroco e início do classicismo. É digno de nota o exemplo clássico das peregrinações de amantes da música à casa de J. S. Bach, onde o abundante cultivo da música e o notório talento da família para esta arte, remontando de várias gerações anteriores, fizeram de seus famosos sarais verdadeiros concertos, sendo conhecidos por toda a Alemanha.

Formações de Câmara

Até o período barroco, mais de 20 músicos já era uma orquestra inteira, mas, a partir do classicismo, com o aumento da orquestra, este número passou a ser camerístico. Não existe um padrão que determine exatamente a quantidade limite de músicos para a música de câmara, número este que ultrapassado conferirá à música um caráter orquestral. Em geral opta-se pelo bom senso, mas podemos dizer, grosseiramente, que entre 20 e 40 músicos, temos uma ‘orquestra de câmara’, e, a partir de 40 músicos já se trata de uma orquestra sinfônica, ainda que pequena. A formação camerística pode ser desde dois músicos (sonatas para violino e piano, por exemplo), denominado dueto, três (trio), quatro (quarteto), e daí pra frente, segue-se quinteto, sexteto, septeto, octeto, noneto e orquestra de câmara (dez ou mais músicos). Com exceção do quarteto, que tem uma formação padronizada (dois violinos, viola e violoncelo, o chamado Quarteto de Cordas), os demais necessitam de uma discriminação específica dos instrumentos utilizados, já que eles podem variar bastante.
O quadro abaixo nos dá um resumo das principais formações camerísticas, apesar de haver variações:

  • Formação Clássica

  • Variações mais comuns

  • Exemplos

  • Duetos

  • Piano + outro instrumento (flauta, violino, cello, voz, etc..) Dois instrumentos que não seja com piano Lieds de Schubert; sonatas para violino e sonatas para cello e piano de Beethoven (op.69 e 102)

  • Trios

  • Piano, Violino e Cello 2 violinos e viola; 2 violinos e cello; flauta, violino e cello Trio em Dó op.87 de Brahms; London Trios de Haydn (flauta, violino e cello)

  • Quartetos

  • 2 Violinos, Viola, Cello Piano + trio (quarteto com piano) Quartetos de Haydn, Mozart, Schubert e Beethoven, além de todo o repertório romântico e moderno (Schumann, Brahms, Dvórak, Bartók)

  • Quintetos

  • Piano + Quarteto Piano, violino, viola, cello e baixo;

  • 2 violinos, viola, 2 cellos Quinteto ‘A Truta’ de Schubert (com contrabaixo); Quinteto op.44 de Schumann; Quinteto para Clarinete de Mozart e Brahms (op.115)

  • Sextetos

  • 2 violinos, 2 violas, 2 cellos Inclusão do piano ou instrumento de sopro sextetos de Brahms

Quando se diz, por exemplo, “quinteto para piano” (como o famoso Quinteto op.44 de Schumann), significa que é um quarteto de cordas mais um piano. O mesmo se dá com o Quinteto para clarinete de Mozart. Trios, quando nada é especificado, são para piano, violino e violoncelo. Sextetos variam bastante. Em geral são dois violinos, duas violas e dois violoncelos, mas alguns utilizam-se de um contrabaixo no lugar do segundo cello, ou ainda, instrumentos de sopro. Daí pra frente a formação é livre e freqüentemente baseia-se no quarte.

 

 

Autor/Vídeo; Yuri Jhon

Revisão; Bruna de Mello 

Postagem; Agatha Costa

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